cep 20.000 - centro de experimentação poética


 

 

 

  CEP 20.000 / VINTE DE OUTUBRO

O CEP de 20 de outubro de 2008 foi quase quase. Prejudicado mais uma vez pelo Samba do Crioulo Doido que Stanislaw Ponte Preta baixou no Espaço Cultural Sérgio Porto. Devido ao progressivo desmantelar da cultura carioca e de tudo que ouse, o CEP foi acomodado onde porventura tivesse data, já que esse projeto que deu o perfil do Espaço em seus 18 an os de vida, não é mais importante na programação da casa. Seu espaço no muro externo do Sérgio Porto, lugar que servia para divulgar a programação da asa, foi subtituído por um equívoco mural que nem o rosto do Sérgio Porto copiaram direito. Outro cidadão tomou seu lugar. O tiro saiu pela culatra nessa tentativa ridícula de promover a cultura popular. O espírito de Joe se vingou da impropriedade.

Mas vamos de volta ao CEP. No velho galpão do Largo do Humaitá, atrás do posto de gasolina, o centro de experimentação poética teve a honra de receber o "Na Boa Cia de Teatro" do Colégio Estadual André Maurois com seus atores, atrizes e poetas. Foi um sucesso. A garotada, ainda nova, mandou muito bem, tanto poemas de autores famosos como Rogério Skylab como versos próprios. Depois tivemos o Daniel Letrafera vociferando suas baladas de amor. O seminal "Amanda", há muito não dito, reverberou nas arquibancadas do Sérgio Porto. Depois as "letradas" (poemas) bem peculiares de Zé Urbano. Um surrealismo plutônico. Enfim, a magia simples e discreta de Alice Sant'Anna. Então chamei os extra classe d' "Os Ritmistas" com Domenico Lancellotti, Dany Rolland e Sthephane San Juan e mais as deslumbrantes participações de Rubinho e Nelson Jacobina, Pedro Sá, Marcelo Callado, experientes camaradas remanescentes do CEP heróico do tempo das bandas Mulheres que dizem sim e Carne de Segunda. Um som que regenera os labirintos dos ouvidos. Stradivarius.

O CEP, como há muito, não encheu. Apesar da boa programação, a constante mudança de dias da semana, a falta de uma divulgação mais agressiva, como o velho espaço no muro na frente do Sérgio Porto, tem tornado difícil a ida do público. Cositas que teremos que repensar para a próxima temporada. Quem quiser tramar essa nova incursão ao mundo maravilhoso das inconfidências verbais e das experiências transmusicais, é só chegar junto (rchacal@uol.com.br) vamos retomar o CEP em toda sua grandiloquência. Dessa vez pé no chão, mais experimental que nunca e com fatal beleza !!!!!

Evoé Cordões da São Clemente, olhai por nós !!!!!

 

  só o banga acontece. o ziriguidum apenas se repete, se repete, se repete ..... 



Escrito por cepchacal às 16h14
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Multipilicidade: Bia Lessa + Os Ritmistas

 
 
 


Escrito por cepchacal às 17h48
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O CEP é uma nave espacial em busca de metais raros em planetas aborígenes. E dessa vez quem embarca para fazer flutuar essa nau dos insensatos´são OS RITMISTAS, banda mítica pralá de parangolé. Vejam o que fala deles o menextrel mor Jorge Mautner, logo aí embaixo. Os Ritmistas, esse bloco lendário de excelentes músicos 2.0 alma digital que teve grande presença no CEP dos idos de 90 com o Mulheres Que Dizem Sim, Good Night, Varsóvia, Rubinho Jacobina e tantas experiências saravalizantes. Então, é muito bom, ver a galera se incorporar a esse avião mesmo que por alguns minutos. A inteligência do planeta escoiceia as amarras das trevas e elegantemente flana pelo imponderável do espaço sideral.

Paralelamente, a poesia se manifesta em festa com tal magnífica companhia. High Poetry sai da boca de Alice Sant'anna, a moça que anda arrebatando uma profusão de admiradores pelo seu recem lançado livro "Dobradura". Mais Zé Urbano, um poeta de exemplar formatação, que espanca umas teclas no Zumbi do Mato. Daniel Letrafera Soares é a voz em forma de artimanha e Chacal, um cara dividido entre Rio e São Paulo.

 

Poderá haver inclusões e exclusões como costuma ser esse evento cheio de clamor e eloquência. Vê se deixa a indolência de lado e segunda feira, dia 20 de outubro, zarpa para o Sérgio Porto. É muito barato para vc perder. 

 

 

 

Os Ritmistas como o título indica significa um som que enfatiza os ritmos e demonstra como o próprio ritmo se torna melodia que envolve toda a harmonia e que ao contrário de demarcar fronteiras musicais, amplia todo o universo musical produzido e a partir daí se torna uma variação fascinante de um vai-vem de ritmos-melodias-harmonias transfigurados que a nossa alma e cérebro recebem com prazer e com um certo espanto também prenhe de belezas e de surpresas. Seria como se as pausas que são silêncios, ausências de som, se tornassem também ondas musicais. É fazendo este tipo de alquimia, ao mesmo tempo cheia de estranheza e de beleza com doçura que nossas almas ouvem este som e a felicidade se introduz em nós de maneira nova, diferente mas sempre sutil como o fascínio dos sonhos. Não é a toa que tudo isto, este ondular de fronteiras entre ritmo-marcação, melodia abrangente mas não dominante, nos remetessem para o universo do impressionismo, aonde sugestões e orientalismos se intercalam fazendo ondular todas as antigas fronteiras rígidas. A música “Samba de Pacto” já nos indica esta vontade de penetrar em territórios proibidos e malditos e nesta canção os ritmistas entram em verdadeiro frenesi. Parece que a vontade de penetrar em novos territórios de sensações nunca vistas predomina no cerne das intenções e resultados deste disco, no qual, ao ouvi-lo não se sabe se pertence ao reino dos anjos ou ao reino dos demônios ou talvez em algum ponto neutro situado entre estes dois reinos. O ritmo que em geral constrói o chão, o solo, a base, aqui se demonstra que se quiser este ritmo levanta vôo e se metamorfoseia e se entrelaça e se transfigura com as notas das melodias, harmonias, contrapontos e da dinâmica norteadora! É também muito concretamente um disco de canções perfeitamente elaboradas no sentido clássico desta definição. Os três ritmistas alquimistas são Stephane San Juan, Domenico Lancelotti e Dany Roland e tem como convidados Nelson Jacobina, Wilson das Neves, Pedro Sá, Kassin, Mauro Zacharias,Thalma de Freitas. Como se vê esta combinação de talentos de vozes e instrumentos interpenetrados por uma nova alma rítmica que transcende a sua função clássica de marcar e demarcar os sons, com pausas, batidas, baques e repiques, se torna uma presença dominante em todos os sentidos musicais e sensoriais. Para ilustrar mais ainda esta maravilhosa e inédita paisagem de mundos interativados e para abrir todos os tipos de apetite, há uma música em que uma receita culinária é recitada e recomendada, envolta em batuques, mostra mais do que claramente os universos paralelos da comida e da música, a fome e o apetite de ambos e finalmente o imenso prazer que nos causam e além disso a sua aguda necessidade vital para a sobrevivência da espécie e o paralelismo dos conteúdos e desejo, enfim, orgasmos de todos os tipos entrelaçados fazendo o nosso ser vibrar. Ritmos, pulsões, pulsações, impulsos, instantes, eternidades, fronteiras de todos os mistérios!

JORGE MAUTNER

http://www.myspace.com/osritmistas 



Escrito por cepchacal às 17h43
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 UMA PEQUENA OBRA PRIMA

 

MONSTROS DO ULA ULA - DE FÉRIAS NO INFERNO (instrumental)

http://www.youtube.com/watch?v=xlxB8DfWniE



Escrito por cepchacal às 10h35
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 CEP 20.000 / 25 DE SETEMBRO DE 2008

 

spllash !                                                                                                  spllash !

 

m. rosa & pam turk (spllash !)

http://www.youtube.com/watch?v=v61NTjk7f2M = VÍDEO DE WWWALNEY

 

the poliphonic baobab embolada - jonathan morley + aderaldo cangaceiro + márcio-andré

http://www.youtube.com/watch?v=CJNjIGza5UE = VIDEO CHACAL

                      

raphinha fala "o pombo".                     é primavera na estação tietê / são paulo.

 



Escrito por cepchacal às 00h27
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 O CEP É SEMPRE UMA EMBOLADA

Senhoras e senhores, o CEP hoje foi um mixto de mistério e rock and roll. Quinta, um dia atípico, não serve p/ o cep. briga com grandes shows. O CEP teve um público pequeno. Pequeno pero animado. Os Azuis e Spllash! fizeram shows vertigem. Vários corpos despencaram do espaço. Foi ululante e embriagador. Splash! fez furor com seus beldades belíssimas. Depois a atração alienígena da noite, o britânico Jonathan Morley + o poeta e editor Márcio-André + o violento jagunço Aderaldo Cangaceiro. Enfim os poetas de alto coturno, Daniel Letrafera Soares e Augusto Guimaraens. Foi exemplar. Maurição, empanzinado de alcalóides, regurgitava. E depois dessa cena dantesca, pintou leve e breve, serelepe sirigaita, a grande dama do nossa teatro, Raphinha Esplendor.

Tenho que repensar o CEP. Está um senhor de 18 anos. Poucos ainda vão. Devem ter mais o que fazer. Gostaria de saber o quê ? No entanto senhoras e senhores, espero que acorram a esse inexorável evento no dia 20 de outubro: teremos no menu, Os Ritmistas e mais dez.  Quais ? Só vendo .



Escrito por cepchacal às 00h43
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QUINTA FEIRA  -  25 / 09

20 hs / 4 reais

 

bandas

OS AZUIS / SPLLASH  !

 

performance

THE POLIPHONIC BAOBAB EMBOLADA

JONATHAN MORLEY / MÁRCIO-ANDRÉ / ADERALDO CANGACEIRO

 

poesia

CHACAL / DANIEL SOARES / AUGUSTO GUIMARAENS

 

vídeo     

MAURIÇÃO

 

 

 

 

SPLLASH ! 

 

Em um lugar muito longe de onde deveríamos estar, eis que surge Spllash! Garotos e garotas que correm sedentos por horizontes, loucos pra treparem com a vida! Meninos e meninas com pouco mais de 20 anos mas que nem por isso tem saco pra tanta caretice e papo furado. É que já nos cairam alguns dentes e com toda a elegância nos descolorimos. O Spllash! surge sem ter a resposta para sua busca individual. Só pretendemos ser uma sensação, tal como uma droga que você precisa, boa e alucinante, que faça você sair do seu hostil cotidiano, trazendo a liberdade de dançar!! Por isso mordemos e cuspimos das piadas velhas e repetidas de sua nostalgica modernidade. Uma imagem turística carioca de pães açucarados demais,que não nos dizem nada,e já tão desnecessária. Já falei dos invertidos? Os Piores? Gostamos de ostentar a solidão do cético! Por que? Porque rock é nosso tempo Baby! Guitarras latinas, garotos de calça jeans, tempo demais pra se perder! Tempo demais pra ficar parado! Há propaganda nos meus olhos, Há distorção em meus ouvidos!! Crianças, se a unica coisa que a arte pode proporcionar é o conforto,me alegrou em ouvir a noticia de que na América quente os jovens ainda gostam de motocicletas! Corra meu bem, venha ouvir esses meninos e meninas q andam com a gente!!!

www.myspace.com/bandaspllash

 

  

 

OS AZUIS

 

OS AZUIS é uma banda da nova cena carioca, que vem trabalhando sério para desfrutar de todos os luxos e excessos desse tal de Rock and Roll. Uma banda crua e selvagem, com sonoridades simples, que aprendeu com os Beatles e os Rolling Stones a tirar seu próprio som, e viu que ele poderia ser muito bom, não por suas técnicas, mas por sua energia e sinceridade. Basicamente “A woop- bop- a-loo-mop alop-bam-boom!” sem soar velho. Desde de fevereiro de 2006, com Tomé Lavigne (guitarra elétrica e voz), Greco Blue (guitarra elétrica e voz), Tomas Bastos (contra baixo elétrico) e Lucas Mamede (bateria), OS AZUIS vem fazendo shows semanais cada vez mais cheios e excitantes. Com mais de 100 musicas no repertório, divididas entre musicas próprias e versões de bandas que estão em seus toca discos, lançaram em Outubro de 2006 um EP ao vivo com cinco músicas, e atualmente se encontram em estúdio terminando seu CD de estréia com 13 músicas. Os shows são compostos basicamente por composições próprias de melodias simples, e os covers chamam os menos atentos para perto do palco. OS AZUIS vão te fazer dançar do começo ao fim do show!

http://www.myspace.com/bandaosazuis

 

 

doTHE POLIPHONIC BAOBAB EMBOLADA 

 

O poeta e editor inglês Jonathan Morley, especialista em poesia africana de língua portuguesa, está no Brasil para consolidação do projeto Geminar, new poets from Brazil and England, apresenta, ao lado do poeta eletro-acústico Márcio-André e do repentista urbano Aderaldo Cangaceiro, a performance poética The Polyphonic Baobab Embolada.

AUGUSTO, DANIEL, CHACAL E MAURIÇÃO DISPENSAM

APRESENTAÇÃO.

 

 



Escrito por cepchacal às 20h32
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ATENÇÃO RAPAZIADINHA:

O PRÓXIMO CEP 20.000 É

QUINTA FEIRA, DIA 25



Escrito por cepchacal às 01h14
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ALLES LES BLEUS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

eu estou chegando atrasado na festa dos Azuis. Já tem uma temporada que elers queriam fazer o CEP. Me deram um CDemo uma vez. Gostei deles, mas meus ouvidos desafinados gostaram meio mais ou menos. Ficaram no limbo. Eles tem um fôlego de sete gatos. Continuaram na estrada. Mudaram esse ou aquele. Esses dias fizeram o CEP na marra. Lá no Jockey. Junto com o Monstros do Ula Ula. Abriram com Paint it Black, seminal dos Stones. Podiam parar por ali. Já seriam a melhor banda do planeta da última quinzena. Mas tocaram mais. Muito mais. Hoje para mim, são a melhor banda do planeta dos últimos plenilúnios. Aí fui lá na casa-virtual de Cecília Luiza e roubei esse vídeo. Os Azuis são demais e fecharão o próxinmo CEP, dia 25 de setembro, uma QUINTA FEIRA às 20 hs. E ainda por cim,a, tem Splash, uma banda que nunca vi.

aqui um vídeo cultuado d' Os Azuis : http://www.youtube.com/watch?v=qrb20uyr614



Escrito por cepchacal às 08h51
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                         alice                                                                                                                                                                ismar

     

     aimberê                            nivaldo                                           mariano marovatto

 

                        canduras                                                             público

 

                                                      sete novos em amoramérica



Escrito por cepchacal às 08h04
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CEP FAZ CHOVER

 

O CEP 20.000 dessa segunda, dia 8 de setembro, foi uma parada tardia A chuva constante desde manhã, a mudança de terça para segunda feira, não ajudou a presença do público clássico do CEP 20.000. Mas para a rala malta presente, o espetáculo foi estarrecedor. Desde o início com os poemas desse MC, mais Domingos Guimaraens e Paulo Scott, a platéia vibrou. Quando subiu ao palco Mariano Marovatto e a Maravilha Comtemporânea, estava tudo dominado. Mariano ousou acusticamento, cantando joão gilberticamente, letras do desassossego.

E aí foi a vez do comandante em chefe das hordas desnudas, Aimberê César mostrar ao que veio ao mundo, sua performance zen nudista: Arte e Suor. O povo ouviu comovido.

Depois nosso duo dinâmico: Alice Sant’Anna e Ismar Tirelli Neto falando seus poemas de alta extração e rara transparência. Foi então que levantou-se a questão colocada recentemente por Alice na mídia impressa e reformatada por esse anfitreão: Será que a poesia precisa ser falada ? Não basta ser escrita ? Teria o poeta um duplo penar (ou prazer ?) em ter que escrevê-la e ainda falá-la ? Não seria esse ato apenas uma questão de marketing para posterior venda do livro ? Mas vida que segue. O assunto foi levantado e deve ser discutido. Mas não aqui agora que tenho mais que relatar as preciosas atrações do CEP.

Após Alice / Ismar, os poetas sem par, foi a vez de Nivaldo Carneiro surpreender magnificamente a todos. Apresentado pelo artista plástico Jorge Duarte, Nivaldo disse ao que veio. Abriu com seu pandeiro, cantando um samba de breque de Moreira da Silva sobre a arte contemporânea e termina falando em “triângulo redondo”. Depois o prato principal: seu rap “Objetos Estéticos”  onde dichava sobre teoria da arte e vende seus objetos de cimento e arame uns crus e outros maquiados com as cores do macdonald que fez para performance no mac em niterói. Nivaldo ganhou o prêmio exuberância total.

Então veio a magnífica Cristina Ribas e infelizmente, perdi sua performance. Tive que resolver um pepino de produção e infelizmente, Cristina passou em branco., Espero que ela não se zangue e queira retornar ao CEP numa outra edição extraordinária. Cristina Ribas e suas laranjas desabusadas.

Então foi a vez de quinhO com sua Candura. Mas what the fuck is Canduras ? É um trabalho solo que o mais non chalant de nossos cantores renascentistas trará à luz breve breve. Ele se apresentou com o Casca e um outro músico. O trio fez o ninho das performances desconexas, o provecto projecto de  dezoito mil pândegas, vibrar ao som de 3 violas indolentes que muito se assemelhavam ao mitológico disco Gil & Jorge, dos anos 60/70. Voltem sempre trio Candura. O CEP a vós pertence.

Para alegria geral da nação, foi a vez de entrar em cena, os Sete Novos. Domingos Guimaraens, Augusto Cavalcante Guimaraens e Mariano Marovatto fizeram em estrago nas hostes da Razão, fazendo em despacho anglo zé pilintra com muita propriedade. Seu Zé Pilintra com rosto de Donald Macdonald, bandeiras americanas, flores, revistas, símbolos yanques misturados à um batuque afro descendente. O CEP já gosta dessa confusão e rapidamente Nivaldo, Aimberê, eu mesmo, embora outro, entramos na função. Foi um descalabro. Os textos vociferados no palco, foram emocionantes. Domingos falando da sensação de Jackie O com os miolos do marido JK na mão, na limousine detonada na longa noite de Dallas, foi hecatômbico. O CEP nunca terminou tão apocalíptico. Dia 4 de novembro, os sete que são três lançam o livro Amor América, ali mesmo naquele espaçoporto. Obama, tremei !!!!!!



Escrito por cepchacal às 02h46
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espaço cultural sérgio porto

(rua humaitá, 163)

 

segunda, 08 / 09  - 20 h – 4 reais

 

poesia

 

ismar tirelli neto . alice sant’anna .

dado amaral  . paulo scott .

 

performance

 

os sete novos . aimberê cesar .

nivaldo carneiro .  cristina ribas .

 

música

 

mariano mariovatto

quinho / canduras

 

apoio prefeitura do rio

 

 

 



Escrito por cepchacal às 07h54
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CEP DE DOIS DE SETEMBRO DE 2008 NO TEATRO DO JOCKEY - A ALMA DISTORCIDA

 

azuis

 

dudu

 

juju                               nietzsche

xisto guila rod

diba

gustavo e formigão

lucky luciano

 

 



Escrito por cepchacal às 16h41
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UM CEP COMO E PARA POUCOS NA DESPEDIDA DO JOCKEY

 

Ontem foi bonito. O CEP 20.000 se despediu do Teatro do Jockey em alto nível. As pessoas que por lá aportaram, se divertiram a valer, dançaram e cantaram à vera. Assim quer ser o CEP. A parada abriu como sempre com a garotada do Na Boa, grupo de teatro do Colégio André Maurois, comandado por Márcio Januário e Dado Amaral. Ontem a reveleção foram Tales, lendo uns textos de Rogério Skylab e o tapa olho pirata do Bruno. Fizeram a galera rir muito. O Wil também foi muito bom. Ele tem o humor bagaceiro do Eber Inácio. Um dia faço o CEP bagaço com os dois.

Depois entrou a grande revelação da noite: Os Azuis, que abriram com Paint it Black, um sucesso dos Stones dos anos 60. Para um velhinho transviado como yo, foi uma pancada. Os Azuis desfilaram um repertório alto nível, sempre com um pezinho lá nos tempos em que o rock mudou a cara do mundo, com Beatles, Stones, Hendrix, Dylan, The Who, Led Zeppelin e companhia. Tocaram ainda My Generation e uma dos Beatles. Vibrei, dancei, cantei como um antigo cigano.

Então entrou o Brumário Circus World Tour, com Maurição, Diba, Kiko, Rafinha e Kyvia. Foi outro descalabro. Rafinha dividiu um texto que falava de pombos em três partes. Mandou muito bem. Kyvia, a dama do cabaré da poesia plenilúnica. Maurição, um dignossauro embriagado numa cristaleira. Foi um espetáculo !

Então entrou os Ratos Diversos: Dudu Pererê, Juju Hollanda, Nietzche e Carluxo. Palavras voando ferozes. Eles estão no ponto, depois de dois anos de Lapa. Mestre Tornaghi tambem presente, ficou apenas dançando entre a galera. E veio Xisto e Rod e Guila jogar palavras ao público. Ferozes, lampeões, virgulinos. Versos talhados à peixeira.

Enfim a atração principal que arrastou um público de dimensões razoáveis: Os Monstros do Ula Ula. Entraram mascarados. Montruosamente mascarados. Lucky Luciano com uma máscara hedionda, cantava em arrancos de cachorro atropelado. Formigão, Gustavo e Diba estraçalhavam baixo e guitarras. O povo uivava, pogando pela pista. Um show de quase uma hora com todo mundo dançando e cantando.

Assim foi talvez o último CEP do ano no Teatro do Jockey. Agradecemops muito a Karen Acioly, diretora da casa e toda a equipe: Cristiano, Fabiano, Dudu e outros que deixaram o CEP apenas existir, animando e colorindo a vida das pessoas desse planeta. Até jah !!!  

 



Escrito por cepchacal às 15h16
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                                                                                                              alua

 

 

 

 

 O CEP de 18 anos foi memorável.

 

A velha guarda presente: Guilherme Zarvos, Ericson Pires, Pedro Rocha, Eber, Justo, André Montanha, Mano Melo, Paulista, Fabiano. A média guarda: Botika, Vitor Paiva, Domingos Guimaraens. E a turma do Pedro II: Romã, Carol, Ernesto, Elisa. Abrimos como de há muito, com o Minotauro indo chama gente. Foi até o posto. Ninguém se mexeu. Voltei com o frangão de briga. Nada aconteceu. Tudo aconteceu. Encontrei Jorge Duarte que me apresentou ao Nivaldo Carneiro, o homem dos objetos estéticos. Conversamos. Creio que ele faz o CEP de 8 de setembro.

O CEP podia começar e começou com a Eliza do Pedro II desfolhando seus versos. E entrou o homem que diz o que o presidente deve fazer. O homem do IBGE, Daniel Letrafera Magrão. Foi ao assunto: poesia.  

Num canto da sala, Cristina Ribas espremia laranjas e Domingos Guimaraens explodia pipoca. A performance gastronômica começava. Então subiu ao palco o Conjunto Musical do Amor. Ex-Carne de Segunda, que fez furor na fase histórica do CEP, Benjão, Bubu, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado fizeram acontecer suas melodias imortais. Show um tanto longo, mas esplendor. Seu sotoque baiano, suas citações a Pepeu Gomes, sua salada russa. No meio do show Do Amor surgiu de chofre, Alua, uma pequena mestre de Santa Bárbara do Oeste, ASão Paulo. E fez juz ao nome: colocou o público em órbita da Terra. Alua versou, cantou, fez o mundo girar. Alua que boa novidade ! Serviram bem. Para esquentar para os poetas. E subiram aos praticáveis amplificados a excelente Alice Sant’Anna e o especialista Ismar Tirelli Neto. Pingueponguearam até que choveu. O Manah caiu ali para homenagear dois poetas do primeiro time, ainda novos no CEP. Com dois livros recém lançados pela 7 Letras – Synchronoscopio (Ismar) e Dobradura (Alice) – os dois dublaram a Perfeição.

Então, a bagaça começou. Eber inaciou a desmantelo. Pedro atropelou por dentro. E Chacal riu por último. É assim o Falapalavra. E assim será. Com umas palavras acres fugindo pelos cantos da boca, fractais, apopléticas, esfuziantes. O Falapalavra, não é por estar em minha presença, extrapola e exubera. Nota fiscal: o Éber fez o desfile. Bagaceira Fashion Week. Um pandemônio. Um convidado que há muito não se via: André Pessoa, o Montanha do Boato. Foi o que se viu.

Aí subiu Vulgo Qinho e o mar se abriu. Fulgurosas labaredas do mar da Birmânia assodaram a galera, que em polvorosa, se mexia extasiada. Qinho abriu com “Negra Melodia” de Waly e Macalé. O resto vigorou muito bem. Eles foram ao fundo da questão. Como manter o animal CEP em nível de exigência categórica depois de 18 anos. O Qinho respondeu tocando.

E ainda se mais possível fosse ficar bom, ficou com mestre Zarvos subindo ao palco e chamando para um encontro eminentemente político no CEPensamente na sexta 29 de agosto. Aspásia Camargo lá estará e mais um sem número de oradores e poetas. Valerá a pena.

Além d’zarvos, arrearam ainda, se chamuscaram no churrasco vocabular o Mano Melo, o Justo D’Ávila, o Rogério Melo, o Luís Andrade e só. Não caberia mais em tão exemplar e inolvidável comemoração dos 18 anos do CEP 20.000. Dia 2 de setembro no Teatro do Jockey, o rock está solto. CEP novamente de novo.



Escrito por cepchacal às 08h47
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